Fábio Porchat ironizou nas redes sociais, nesta quinta-feira (14), a aprovação do projeto de lei que pretende declará-lo “persona non grata” no estado do Rio de Janeiro. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e agora seguirá para votação em plenário. Apesar da repercussão, a medida tem apenas caráter simbólico e não prevê punições legais ao humorista.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Fábio Porchat apareceu fingindo chorar enquanto reagia à decisão dos deputados estaduais. Com tom sarcástico, o apresentador brincou sobre o fato de ter se tornado alvo do projeto após mais de duas décadas de carreira.
“Tenho mais de 20 anos de carreira, já ganhei prêmio, mas nunca imaginei chegar nesse lugar: deputado chateado comigo”, ironizou o humorista, arrancando comentários e compartilhamentos entre seguidores.
Durante o desabafo bem-humorado, Porchat também citou a deputada Sarah Poncio, do partido Solidariedade, que votou favoravelmente ao projeto. Em seguida, voltou a debochar da situação ao afirmar que se sentia “orgulhoso” por mobilizar atenção dos parlamentares estaduais.
O criador do Porta dos Fundos ainda questionou, em tom crítico, as prioridades da Alerj. Segundo ele, os deputados poderiam estar debatendo temas mais urgentes ligados à segurança pública, saneamento básico e combate à milícia no estado.
“Eles podiam estar debatendo segurança pública, saneamento ou correndo atrás da milícia. Mas estão pensando em mim”, afirmou o humorista.
Ao final do vídeo, Fábio Porchat lembrou que o texto ainda precisará ser analisado pelo plenário da Assembleia Legislativa. Em tom de piada, chegou a pedir votos aos deputados para que a proposta avance.
O projeto foi apresentado pelo deputado estadual Rodrigo Amorim, presidente da CCJ da Alerj, e aprovado por quatro votos a dois, além de uma abstenção. Votaram favoravelmente os deputados Alexandre Knoploch, Sarah Poncio, Fred Pacheco e Marcelo Dino. Já Carlos Minc e Luiz Paulo votaram contra. O próprio autor do texto optou pela abstenção.

Segundo a justificativa apresentada no projeto, o humorista teria ofendido símbolos religiosos em esquetes de comédia, além de ter publicado vídeos satirizando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mesmo assim, a proposta ainda depende da aprovação da maioria simples dos parlamentares presentes em plenário. O título de “persona non grata” não gera qualquer consequência jurídica, como multa, prisão ou restrição de circulação no estado.
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