A noite desta quarta-feira (10) foi daquelas que fizeram o coração da música brasileira bater mais forte. O tradicional Theatro Municipal do Rio de Janeiro recebeu a 33ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira, que este ano prestou uma emocionante homenagem a um dos maiores nomes da cultura nacional: Cazuza.

Antes mesmo do início da cerimônia, o tapete azul já era um verdadeiro desfile de estrelas. Nomes como Gilberto Gil, Alcione, Péricles, Daniela Mercury, Marina Sena, Gaby Amarantos, Zizi Possi, Lucinha Araújo, Alice Wegmann, Xande de Pilares, Lenine, Luedji Luna, Nanda Costa, Milton Cunha, Zélia Duncan, Zé Ibarra e Zé Pedro marcaram presença e deram ainda mais brilho à noite.

Com apresentação de Débora Bloch e Alice Wegmann, a premiação celebrou os artistas, compositores, produtores e músicos que se destacaram ao longo de 2025 em 18 categorias.

Mas foi a homenagem a Cazuza que roubou a cena. Grandes clássicos do cantor ganharam novas versões e emocionaram o público em apresentações inéditas preparadas especialmente para a cerimônia.

Seu Jorge abriu a sequência de tributos com “Brasil”. Luedji Luna interpretou “Mais Feliz”, enquanto Zizi Possi e Luísa Sonza dividiram os vocais em “Preciso Dizer que Te Amo” e “Faz Parte do Meu Show”. Já Ludmilla levou sua potência para o palco com “Exagerado”, um dos maiores sucessos da carreira do artista.

O público também foi presenteado com apresentações de Chico Chico em “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, Marina Sena cantando “O Nosso Amor a Gente Inventa (Estória Romântica)”, Simone interpretando “Quando Eu Estiver Cantando” e “Codinome Beija-Flor”, além de Ney Matogrosso, que encerrou a homenagem com uma performance arrebatadora de “Por Que a Gente É Assim?” e “Pro Dia Nascer Feliz”.

A direção musical da cerimônia ficou por conta de Pretinho da Serrinha, que ajudou a construir uma noite repleta de emoção, encontros inéditos e celebração da obra de um artista que segue influenciando gerações.

Com mais de três décadas de história, o Prêmio da Música Brasileira segue como uma das mais importantes vitrines da diversidade e da riqueza musical do país, reunindo talentos consagrados e novos nomes em uma celebração que vai muito além da entrega de troféus.

Uma noite de aplausos, encontros memoráveis e muita saudade de Cazuza, cuja obra mostrou mais uma vez que continua viva, atual e necessária.

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