Patricia Ribeiro, pioneira em Portugal e primeira a mudar o nome nos documentos após a aprovação da Lei de Identidade de Género na Assembleia da República em Portugal, usou as redes sociais nesta sexta-feira (22) para se pronunciar sobre casos de pessoas trans em banheiros femininos.
“Nem tudo são mulheres trans. Ser uma mulher trans não é colocar um esmalte nas unhas e já achar que é uma mulher. Ser mulher trans não é colocar uma lace ou uma peruca, pintar o rosto com maquiagem e já se considerar trans. Ser mulher trans não é ter barba no rosto, porque ser mulher trans é identificar-se com tudo o que é o universo feminino. E a sociedade não é obrigada a aceitar casos ridicularizados em banheiros femininos com o intuito de chocar a sociedade e ridicularizar as verdadeiras mulheres trans, que lutaram anos e levantaram a bandeira. Vamos colocar os pontos nos is. A sociedade e os padrões convencionais de uma sociedade não aceitam esse tipo de comportamento”, declarou.

Patricia ainda reforçou que, em sua visão, a transexualidade não deve ser tratada como algo banalizado.
“Ser trans não é chacota. Não é acordar hoje sendo João e amanhã querer ser Maria. Não é isso. Ser mulher trans tem todo um processo de transição. No meu caso pessoal, foram anos e houve um acompanhamento profundo para que não houvesse dúvidas, tanto para mim como para os profissionais de saúde, psicólogos e psiquiatras. Estes casos confundem uma sociedade e acabam por manchar toda uma classe. A sociedade não está preparada para este tipo de aberrações, que não são, sem dúvida, mulheres trans”, concluiu.
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