Deolane Bezerra voltou ao centro de uma nova polêmica após o Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) denunciar supostos privilégios concedidos à influenciadora e advogada durante sua passagem pela Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte da capital paulista. Ela permaneceu na unidade por cerca de 14 horas antes de ser transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado.
Segundo manifestação encaminhada à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a influenciadora teria recebido tratamento diferenciado enquanto esteve custodiada. Entre as supostas regalias apontadas estão uma cela separada das demais detentas, alimentação distinta, cama equipada com travesseiro e lençóis diferenciados, além da disponibilização de um chuveiro elétrico privativo. O sindicato também alegou que o espaço teria recebido “melhorias estruturais restritas ao alojamento”.
Deolane chegou à Penitenciária Feminina de Santana por volta das 15h20 da quinta-feira (21/5) e permaneceu no local até aproximadamente 5h20 da sexta-feira (22/5), quando foi transferida para a unidade de Tupi Paulista, localizada a cerca de 670 quilômetros da capital paulista. A advogada foi presa no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Procurada pelo portal LeoDias, a SAP informou que a custódia de Deolane Bezerra ocorreu seguindo os critérios legais aplicáveis à condição de advogada da influenciadora, conforme decisão judicial. Em nota, a secretaria afirmou que sua atuação “limitou-se ao estrito cumprimento do dever legal e das ordens do Poder Judiciário”.
Já a direção da Penitenciária Feminina de Santana também foi acionada para comentar as denúncias, mas ainda não havia se pronunciado até a publicação desta matéria.
Ao portal g1, a OAB-SP explicou que o Estatuto da Advocacia prevê tratamento específico para advogados presos preventivamente, ou seja, antes do trânsito em julgado da sentença. Segundo a entidade, esses profissionais devem ser recolhidos em sala de Estado-Maior ou, na ausência dela, em local equivalente e separado dos presos comuns.
Foto: SBT
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